A presença de aves em aeródromos e em seus arredores afeta globalmente a segurança da aviação civil. Isso gera um risco iminente de colisão de aves com aeronaves, inclusive nas fases de decolagem e de pouso, que são precisamente os momentos mais críticos de uma operação aérea.

Nenhum tipo de aeroporto ou aeronave está imune ao impacto com aves e essas colisões podem causar danos diretos às aeronaves, com elevados custos de manutenção e até a destruição total da aeronave. Essas colisões podem ainda provocar impactos mais graves, inclusive com fatalidades. Outro problema refere-se à formação de ninhos nas instalações aeroportuárias, que podem gerar danos estruturais aos edifícios, à pavimentação, aos equipamentos e às próprias aeronaves, além de desconforto e de problemas de saúde às pessoas que circulam pelo aeroporto.

A causa e a magnitude do problema enfrentado por um aeródromo dependerão de muitos fatores, como o tipo e o volume do tráfego aéreo, as populações de fauna local e migratória, o peso, a abundância, os hábitos de voo as e condições de habitat das aves na área. A fauna geralmente é atraída pela existência de alimento, água ou abrigo disponível no aeroporto ou no seu entorno. Esses fatores, combinados à alta velocidade, ao baixo ruído e à vulnerabilidade das aeronaves modernas são a base do problema de colisões de aves com aeronaves.

O crescimento do número de movimentos de aeronaves também aumenta as probabilidades de ocorrência dessas colisões.

O perigo para as operações aéreas torna necessária a adoção, por parte dos operadores de aeródromos, de medidas específicas para o gerenciamento do risco de colisão entre aeronaves e a fauna, com a definição de ações para eliminar ou mitigar esse risco.

A regulação expedida pela ANAC sobre o tema é o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil RBAC nº 164, em sua Emenda nº 0: “Gerenciamento do Risco da Fauna nos Aeródromos Públicos” e Instrução Suplementar IS nº 164-001: “Análise do Risco de Colisão entre Aeronaves e a Fauna”. Por essa norma, gerenciamento é composto pela Identificação do Perigo da Fauna (IPF) e pelo Programa de Gerenciamento do Risco da Fauna (PGRF).

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail gtda@anac.gov.br .